Na noite anterior havíamos encontrado o presidente da Confederação de Futebol de Camarões e já nos deparamos também com alguns ônibus de seleções que disputam a Copa do Mundo. Ou seja, não seria grande surpresa se realmente fosse o LeBron James.
Voltando à realidade, apesar de eu estar meio puto da vida, pois perdi 50 rands (15 reais) no estádio Ellis Park durante a comemoração de um dos gols do Brasil na vitória sobre a Coreia do Norte e ter desperdiçado outros 50 rands com um cartão telefônico que eu perdi, tudo isso sem contar na droga do meu cartão de crédito que foi bloqueado após a terceira tentativa errada de senha (é uma longa história), o saldo da viagem está sendo positivo. Descobrimos um novo mundo, a África do Sul não é como pensávamos – ou melhor, como os outros pensavam – onde seríamos assaltados toda vez que andássemos sozinhos nas ruas ou que seríamos seqüestrados por nigerianos que atuam aqui no país da Copa.
É claro que a viagem ainda não terminou (rsrsrs), mas pelo amor de Deus! O Brasil é MUITO mais perigoso, principalmente se formos falar na famosa dupla “Rio & São Paulo”. Aliás, aqui não é apenas mais seguro. É mais bonito, as ruas são mais limpas, tudo (em geral) é mais barato (especialmente os carros) e as pessoas muito mais alegres e simpáticas. É claro que tem o efeito “Copa do Mundo”, onde as pessoas meio que estão anestesiadas, eufóricas, com esse mar de gente que invadiu (no bom sentido) o país deles. Mas é possível perceber um povo muito mais amigável e FELIZ (apesar de TUDO) do que o nosso.
Bom, por volta das 14h o pessoal veio nos buscar para nos levar até a tal tribo Zulu. A viagem foi longa, levou mais de uma hora, e o tiozinho que nos levou não parou de falar por um segundo. Contou toda a história da civilização Zulu desde o “Adão e Eva” deles até os tempos modernos. Pobre dos nigerianos-americanos que estavam nos bancos da frente e tiveram que ficar prestando atenção em tudo o que o nosso amigo falava. Sorte a nossa que estávamos lá no final da Land Rover onde quase não escutávamos muita coisa e pudemos dormir um pouco.
Chegando lá, tivemos uma grata surpresa. O lugar é muito bonito, o pessoal da tribo foi muito receptivo (como sempre) e durante a primeira hora fomos conhecer os costumes locais deles. Vimos as iguarias que eles mesmos fazem; provamos a cerveja (meio doce) que eles produzem e logo em seguida assistimos a uma apresentação de dança. É claro que quando o nosso anfitrião (ele era um dos poucos nativos que falavam inglês) pediu um voluntário para dançar junto com eles, a Mel levantou as duas mãos e apontou pra mim, dizendo “Ele vai, ele quer ir!”. Os nossos amigos (traíras) que estavam conosco, engrossaram o coro e todos apontavam para mim, como se eu tivesse muita vontade mesmo de dançar com todo aquele povo.
Depois do mico, dei até entrevista para uma TV da Coreia do Sul que estava no local acompanhando um batalhão de sulcoreanos, que me perguntaram o que eu esperava da seleção deles na Copa. Não preciso nem responder, né?
Passando isso, fomos convidados a jantar. A comida estava realmente muito boa. Aquele feijão típico deles daqui, levemente apimentado, com arroz, carne, frango e peixe, além de queijos e biscoitos salgados e sobremesa à vontade, foram um verdadeiro “Gran Finale” que encerrou com chave de ouro o nosso dia.
Esperamos que tenham gostado das fotos. Em breve estaremos postando as últimas novidades de hoje, terça-feira, nosso último dia em Durban.
Chap chap!
Nenhum comentário:
Postar um comentário