Neste sábado ensolarado e de pouco frio, levantamos por volta das 8:30h da manhã, tomamos café, fizemos amizade com um casal de namorados ingleses e fomos juntos ver a partida entre as seleções da Holanda e do Japão.
O taxista nos deixou novamente no Gateway, o Shopping Center que visitamos ontem, onde pegamos o ônibus para o estádio. Chegando lá, mais uma grata surpresa. O Moses Mabhida é imponente, moderno e muito bonito.
Gostaria de destacar algumas coisas que estamos percebendo aqui na África do Sul, durante a Copa do Mundo: com exceção do transporte público, que é um pouco confuso, TUDO funciona absolutamente bem. Existem milhões de voluntários, devidamente uniformizados, prontos para tirar qualquer dúvida e auxiliar o torcedor. Todos, com raríssimas-íssimas-íssimas exceções, são muito bem educados e estão sempre de bom humor. O clima é muito amistoso, não existe nem sequer qualquer princípio de tumulto ou confusão em grande escala. O torcedor é muitíssimo bem recebido, existem diversas opções de entretenimento antes das partidas, especialmente nos stands dos patrocinadores do torneio (Sony, Emirates, Kia, Adidas, entre outros) e serviços essenciais como banheiro e alimentação são de fácil acesso. É possível perceber nitidamente que o país respira Copa do Mundo e 99,9% das pessoas literalmente AMAM o Brasil.
Quanto ao jogo, a Holanda não fez uma bela exibição (de novo), mas o 1x0 ficou de bom tamanho. Afinal, quem está jogando tão bem assim, não é mesmo? A Alemanha começou bem, mas foi surpreendida ontem. A França está praticamente fora da Copa, enquanto que a Espanha nem se quer começou bem. A Itália levou um susto do Paraguai na estréia e a Inglaterra tem uma “Rooney-dependência” que assusta (outra coisa que assusta no British Team é o fato de Lampard e Gerard não se entenderem naquele meio campo que, pasmem, parece sentir a falta de David Beckham). A Argentina não conseguiu fazer mais que um gol na já eliminada Nigéria e goleou uma Coreia do Sul totalmente perdida em campo e que ganhou da Grécia, que só empatou com a Nigéria. Ou seja...
De qualquer forma, méritos para a Holanda, que é uma das poucas seleções com duas vitórias na competição. O time joga num tradicional 4-4-2, com o meio campo formando um losango que sente muito a falta de Robben. Já o Japão tem um time bastante inocente, parece que tem medo de ser feliz, num 4-5-1 ultra-retranqueiro, com o atacante Honda esperando as bolas que não chegam lá na frente. Se passar de fase, estará no lucro.
Depois do jogo, pegamos outros dois ônibus para voltar ao Shopping, fizemos mais umas comprinhas básicas (desta vez, bem básicas. Nada de Tigre. Apenas girafas, macacos e alguns doces para adoçar a vida – hahahaha). Tomamos um sorvete e voltamos para o confortável African Dreamz, onde ficamos assistindo a Camarões e Dinamarca, que lutam para permanecer no maior e mais importante torneio de futebol do planeta.
Amanhã iremos visitar o UShaka, um lugar onde é possível visitar um aquário enorme, além de ver bem de perto (debaixo d’agua, presos numa jaula em segura) os tubarões mais perigosos do mundo.
Hasta La visa, amigos...
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